Dependência Quimica

Dependência Quimica

Dependência química consiste em uma necessidade sempre presente de usar droga, o que torna impossível a suspensão de seu uso devido a abstinência. A dependência física é o resultado da adaptação do organismo, independente da vontade do indivíduo. A dependência física e a tolerância podem se manifestar isoladamente ou associadas, somando-se à dependência psicológica. A suspensão da droga provoca múltiplas alterações somáticas, causando a dramática situação do “delirium tremens”. Isto significa que o corpo não suporta a síndrome da abstinência entrando em estado de pânico.

Em estado de dependência psicológica, o indivíduo sente um impulso irrefreável de fazer uso das drogas a fim de evitar o mal-estar. A dependência psicológica indica a existência de alterações psíquicas que favorece a aquisição do hábito. A dependência psíquica e a tolerância significam que a dose deverá ser ainda aumentada para se obter os efeitos desejados. A tolerância é o fenômeno responsável pela necessidade sempre presente que o viciado sente em aumentar o uso da droga.

Em estado de dependência psíquica, o desejo de tomar outra dose ou de se aplicar, transforma-se em necessidade, que se não satisfeita leva o indivíduo a um profundo estado depressivo de angústia (semelhante aos casos de Depressão, Ansiedade e Bipolaridade).

Requisitos Básicos da Dependência Química

– Forte desejo ou compulsão para consumir a substância;
– dificuldade no controle de consumir a substância em termos do seu início, término ou níveis de consumo;
– estado de abstinência fisiológica quando o uso cessou ou foi reduzido (sintomas de abstinência ou uso da substância para aliviá-los);
– evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;
– abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa, aumento do tempo necessário para obter ou tomar a substância psicoativa ou para se recuperar dos seus efeitos;
– persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por excesso de álcool, depressão consequente a período de consumo excessivo da substância ou comprometimento cognitivo relacionado à droga.

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