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Depressão e Tristeza

Atualmente o ser humano vive em uma época conturbada em termos de situação político-econômico-social brasileira, e também mundial, o que o obriga a estar cada vez mais atento e a se proteger das diversas variações que ocorrem no meio que o envolve. Os diversos meios de comunicação – jornais, televisão, rádio, internet, aplicativos virtuais, whatsapp etc – permite o acesso, de forma quase instantânea, às informações de todo mundo em frações de tempo sem que haja realmente formação, preparo e esclarecimentos conscientes diante de tantas variáveis que afetam intensa e diretamente a psiqué do homem. Estamos a vivenciar um momento planetário difícil passando não somente por uma crise econômico-financeira-social-política-religiosa-comportamental, mas também por uma séria crise consciencial e existencial e é esta que traz em seu bojo, as frustrações, expectativas não correspondidas, as perdas e mais uma gama de situações que comumente nos escondem a alegria, constroem abismos emocionais, criam preocupações e nos tiram de um centro harmônico de comportamento. Ficar triste por uma perda, seja ela qual for é corriqueiro posto que somente quem perdeu algo é que sabe o real valor dessa perda que pode ser o emprego, um mal desempenho escolar, profissional, ou ainda um relacionamento desfeito.

Episódios de tristeza fazem parte da condição do viver humano e podem causar dor e sofrimento. Uma pessoa portadora desse estado precisa sentar com a tristeza, dialogar com ela, e por fim, lhe dar um direcionamento sadio para construir um caminho pautado na esperança de tempos felizes. Todos já sentiram tristeza em alguma fase da vida, seja por uma discórdia, uma perda significativa ou por qualquer outro motivo. Mesmo em situações mais intensas, como o luto, a tristeza é uma condição passageira. É muito comum pessoas confundirem tristeza com depressão. Você já ouviu alguém dizer que está depressiva, quando possivelmente essa pessoa esteja apenas triste. Por isso, é muito importante que aprendamos a diferenciar uma da outra para evitar rótulos e encaminhamentos inadequados.

O quadro de tristeza acaba determinando estruturas vibratórias que induzem amadurecimento, mas antes passa por inseguranças, medos, ansiedades e outros sintomas comportamentais que são implantadas na mente. Ao percebermos que alguém está nesse “baixo-astral” vibratório, precisamos dar apoio e acolhimento à pessoa que é invadida por esses momentos para que essa tempestade vibratória diminua de intensidade e não fixe sementes com raízes profundas. Se o sofrimento da pessoa apresentar outros sintomas negativos, precisamos orientá-la a procurar ajuda profissional porque pode estar entrando em estado de depressão.

A tristeza é um sentimento que pode ter sintomas físicos no corpo, como aperto no peito, coração acelerado e choro. Mas se algo de muito bom acontecer em sua vida, ela conseguirá esquecer esse motivo e vivenciar a alegria, enquanto que a depressão é uma doença que causa intenso sofrimento tanto para a pessoa acometida por esse transtorno, quanto para os que convivem com ela.

Sem dúvida a tristeza prolongada traz em seu bojo, uma série de frustrações, desgostos, e em certos casos, pode desencadear depressão e nesse caso procure ajuda de especialistas. Deve-se sempre conscientizar os familiares sobre a necessidade de procurar ajuda de profissionais, mas também é fundamental e imprescindível que haja um ombro amigo, um abraço acolhedor, paciência cuidadosa e muito, mas muito mesmo, amor, em doses fartas, constantes e confortantes. Muitas pessoas acreditam que depressão significa tristeza e que esse sentimento é o principal sintoma da depressão, mas não é. O principal sintoma da depressão é a queda de energia acompanhada de sofrimento, angústia, mal estar, desespero… A tristeza profunda é apenas um dos sintomas da depressão. Para uma pessoa ser diagnosticada com depressão, deve ter pelo menos 5 dos sintomas listados a seguir pelo período mínimo de duas semanas consecutivas: humor deprimido, diminuição de prazer, perda ou ganho significativo de peso, variação do apetite ou do sono, perda de energia (fadiga), sentimento de culpa, dificuldade de concentração, diminuição da libido, baixa autoestima, pensamentos de morte e pensamentos negativos.

Não devemos confundir tristeza com depressão. A tristeza e a depressão apresentam muitos pontos em comum, mas ao mesmo tempo são estruturações neuro-mentais-comportamentais diferentes. A depressão pode ocorrer em qualquer idade e a pessoa necessita de tratamento!

A tristeza é um estado passageiro decorrente das circunstâncias que envolvem a pessoa, mas a depressão é mais duradoura, pois tem contorno de uma situação crônica que afeta a pessoa em um clima de mal-estar, desespero, sofrimento e angústia. Portanto, a depressão é um transtorno psicológico com um quadro de vários sintomas, enquanto que a tristeza é simplesmente uma emoção transitória causada por uma situação que machuca ou magoa. É verdade que a depressão apresenta a tristeza entre seus variados sintomas, mas além deste manifesta muitos outros, tais como: apatia, angústia, ansiedade e sentimentos de desesperança e que requer acompanhamento de profissionais especializados. A depressão não é, portanto, um estado de tristeza profunda, nem desânimo, preguiça, estresse ou mau humor. A depressão é uma doença que exige tratamento e acompanhamento de profissional especializado.