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Como desenvolver a intuição?

Como desenvolver a intuição? Intuir é um ato de ver, perceber e discernir, como sendo uma forma de percepção que se manifesta como clara e imediata aparentemente sem o uso da razão, sendo então uma capacidade de pressentir e contemplar a plenitude de uma verdade em ordem inversa daquela que se atinge por meio do intelecto racional ou de um desenvolvimento analítico; assim intuir é uma forma de conhecimento que supostamente está dentro de todos nós e se expressa a partir de sistemas neuro-mentais inconscientes e passa a se manifestar no consciente como ação. Tomando por base a origem do termo entendemos que intuição é uma forma de conhecimento interior e relativamente oculto que se expressa quando precisamos atingir algum resultado. Ao termos algum palpite diante da dúvida de alguma ação, ou avaliação de uma situação, podemos, a partir de uma sensibilização interior, escolher a melhor opção e isso significa usar uma voz interior que é a intuição. A decisão da escolha ocorre em pouco tempo a partir das eventuais dúvidas que surgem no momento comparado com as outras possibilidades da ação. Desse modo, a intuição pode ser definida como uma forma de conhecimento imediata que transcende o intelecto.

Dentro dessas primeiras considerações compreendemos que intuir é enxergar melhor o mundo a partir de visões introspectivas onde se vasculha, mesmo que de modo não racional, aspectos interiores do consciente profundo e do inconsciente. Por isso é preciso confiar nas nossas próprias decisões na forma de intuições, sem a necessidade de um contato racional do consciente com o inconsciente. Diríamos que de nada adianta buscar uma comunicação com o inconsciente se esse conhecimento não vir à tona na forma de ações. Então como desenvolver a intuição?

Intuir, então, significa utilizar um outro sentido de que dispomos além da visão, da audição, do olfato, do paladar e do tato. É mesmo como um “sexto sentido” colocado à disposição e que nos ajuda a melhorar nossa relação com o mundo e facilitar nossa vida. E da mesma forma que, quanto mais nós ouvimos, melhor reconhecemos um ruído, quanto mais usamos a intuição, melhor conseguimos aproveitar os pressentimentos e decisões provindas do nosso interior. A intuição melhora com a experiência sem que a gente se dê conta. Ela é vivencial, precisa ser praticada e usufruída para se aprender quando e em que condições ela funciona, para com o tempo, atingir-se degraus de maturidade e segurança no uso dessa ferramenta de vida. E todo nosso aprendizado na experiência existencial passa por essas etapas dos aprendizados com os erros e acertos que nos ensinam os melhores caminhos. E, para isso, nem sempre basta apenas pensar, pois as intuições se manifestam a partir de experiências, de informações e do conhecimento que obtivemos, voluntariamente ou não.

Concluímos então como desenvolver a intuição. É a capacidade de compreendermos algo sem a necessidade de utilizarmos raciocínio consciente. Para isso há um processo muitas vezes involuntário para chegar a uma conclusão ou a um resultado sobre o assunto em pauta. Nesse processo o raciocínio que se usa é inconsciente, fato que faz muitos acreditar que esse misterioso processo é paranormal, místico ou espiritual, mas há indícios que seja expressão do inconsciente a partir dos circuitos oscilantes neuro-psíquicos.

Para alguém que quer saber como desenvolver a intuição e expressar seu perfil vivencial só é possível através do conhecimento adquirido por essa pessoa em anos dentro de sua área de atividade com a incorporação de experiências suficientes para conhecer e armazenar registros. Claro que não significa que ela tenha poderes sobrenaturais, mas que aprendeu a perceber os sinais que sua mente dá mesmo quando as coisas não pareçam ter lá muita lógica. Um desejo interno pode ser erroneamente interpretado como intuição, mas se estivermos atentos aos sinais do inconsciente aumentamos nossa capacidade de usar nossa intuição e de decidir cada vez mais acertadamente. Um especialista em algum produto é capaz de prever se vai ter sucesso mesmo que as pesquisas que sua empresa encomendou indiquem que não. Interessante é que esse expert talvez não consiga explicar logicamente seus argumentos.

Como desenvolver a intuição significa adotar uma postura mais reflexiva de autoconfiança. Apostar naquilo que se percebe e sente, e dedicar-se um tempo ao silêncio, introspecção e ao recolhimento meditativo. Essas práticas facilitam o acesso ao mundo interno, assim como ler, conhecer, refletir, viajar e estudar. A decisão de se escolher uma trajetória representa maturidade, sabedoria e o conhecimento proveniente de seu mundo interior de que se necessita.

Se ela é uma aptidão que precisa ser desenvolvida, assim como a própria capacidade de pensar, então pode ser compreendida, pelo menos em parte, como expressão dos circuitos neuro-mentais que administram nossa vida e surgem como percepção ou decisão que aparentemente não tem uma explicação lógica, mas que apresenta resultados surpreendentemente positivos.

A experiência adquirida, associada a esse perfil intuitivo é que nos permite reconhecer os pressentimentos que a nossa mente tem. Na verdade é comum confundir intuição com desejo e com medo. A história da vida dá ao ser humano uma prática que ao longo do tempo, se transforma em capacidades e entre estas há a intuição. Quanto maior a sensibilidade e acuidade dos nossos sentidos maiores são as possibilidades de deixar vir à tona nossas percepções íntimas e de contemplação da plenitude de verdades mais profundas de nossa alma na forma de criatividade e intuição.

Na verdade é difícil explicar a intuição porque ela é uma resposta imediata dos nossos sistemas neuro-mentais diante uma situação. Um pressentimento sempre nos inquieta, pois ele não vem a partir de um raciocínio consciente, mas de um lugar desconhecido da nossa mente. Mas como a ciência explica a intuição? Ela realmente é uma ferramenta do cérebro? Em caso positivo, como atua? Nos moldes acadêmicos a ciência não explica a intuição, pelo menos até agora. Entretanto vamos apresentar de modo resumido algumas considerações que poderão servir de ponto de partida para desenvolver um modelo que nos possibilitem a compreensão do “fenômeno” da intuição e de muitos outros processos que ocorrem nas vivências do homem. Entretanto, até mesmo a tentativa de explicar a intuição usando ideias de mente consciente e inconsciente e a utilização de conhecimento das ciências acadêmicas esbarram em dúvidas sobre esses conceitos, inclusive do que é “mente”.

Vamos esclarecer. Para explicar esse quadro das percepções e sensações humanas vamos discorrer alguns tópicos que nos servirão de alicerce. Os circuitos do sistema nervoso central formados por bilhões de neurônios formam uma infinidade de sistemas oscilantes elétricos neuro-mentais que administram desde os mais diminutos orgânulos celulares até o conjunto de tecidos e órgãos. Quando a interação entre os comandos centrais e as estruturas corporais atingem certos estágios de sensações e percepções que foram armazenadas no decorrer da história da vida da pessoa, a ressonância entre eles estimula a ativação de caminhos que desencadeiam comportamentos, ações, pensamentos, sensações e expressões de vida. Essa grande gama de possibilidades ocorrem nas dimensões físicas, emocionais, psíquico-mentais e espirituais e esse enorme conjunto de possibilidades multidimensionais surge como resultado de interações na apreensão direta, imediata e atual da realidade e permitem que a pessoa aja diante do quadro mostrado. Assim, essas possibilidades de ação podem surgir como pressentimento ou intuição, sem ter passado, aparentemente, pela razão. Desse modo, graças às infinitas conexões neuro-mentais dos sistemas oscilantes são de modo quase instantâneas simultaneamente conscientes e inconscientes e tornam possível à mente consciente fazer escolhas.

Como desenvolver a intuição tem a ver com palpites, com os riscos que corremos e que só a vivência e a experiência vão nos mostrar se acertamos ou não. Quem decide sobre o nível dos riscos das ações escolhidas são os próprios sistemas neuro-comportamentais a partir dos aprendizados registrados e armazenados nos “compartimentos” neuro-mentais.

 

  1. Há estudos científicos sobre como desenvolver a intuição?

Os meios acadêmicos ainda não possuem estruturas que permitam resultados científicos conclusivos sobre intuição, apesar dos muitos trabalhos que tentam organizar tabelas e achados sobre o tema. Possivelmente os fenômenos psíquicos de um modo geral terão explicações científicas com o desenvolvimento das ciências e das tecnologias.

Há diversos trabalhos que pontuam sobre três tipos de intuição, a saber: em uma etapa bem simples onde ela surge de um modo imediato sem ser minimamente percebida pelo consciente, quando então se chega a uma conclusão e ação sem se ter a mínima noção de ter raciocinado para obter; a intuição que vem da prática e da experiência que se desenvolve com o tempo; a intuição para problemas complexos em que a pessoa chega à conclusão “sem saber como conseguiu” e se saber explicar como chegaram àquela ação ou conclusão.

 

  1. Se realmente é algo de nossa mente, podemos confiar nela?

A rigor não podemos confiar de modo certeiro porque ela provém da mescla de circuitos inconscientes e conscientes não nos dando a certeza e confiabilidade do atingimento de resultados favoráveis, todavia, seu uso constante tem demonstrado a importância de se utilizar essa ferramenta no atingimento de resultados favoráveis. Destacamos que até a criação de novos caminhos vivenciais tem sido utilizado com o uso da intuição, a ponto de hoje ser cada vez mais comum se falar em inteligência intuitiva. Sabe-se que as pessoas criativas são altamente intuitivas e esse fato pode-se saber nas biografias de cientistas, escritores, artistas etc.

 

  1. Como desenvolver a intuição? É possível?

É possível! Mas como desenvolver a intuição por meio de algumas técnicas, como o treino da habilidade posturas meditativas para eliminação de ansiedade exacerbadas e de estresse? A intuição também é potencializada com as orientações de estudos, prática, experiências, maturidade… Com a meditação a pessoa ativa seus circuitos neuro-comportamentais e, em profundo relaxamento e introspecção, aproxima vibrações inconscientes para o consciente fazendo vir à tona a possibilidade de acessar seus registros mais íntimos, sem precisar do racional intelectivo. Desse modo a pessoa aprimora, fortalece e condiciona a mente a encontrar forças desconhecidas dentro da alma que expressam como decisões acertadas em sua vida prática. A meditação é, de longe, a melhor maneira de reforçar a sua intuição, alcançá-la, e utilizá-la totalmente.

 

  1. Há meios de acessá-la para poder resolver alguma situação e como usar a intuição no dia a dia?

Sim, para isso precisamos buscar vibrações íntimas de posturas adequadas para que os sistemas oscilantes emissores de vibrações neuronais forneçam todo um conjunto de “análises” num processo quase instantâneo de decisão para ação diante de um fato que se tem pela frente. Esse acesso acontece sem que a consciência racional seja empregada, pois já é resultado de um processo do majestoso computador neuro-mental-emocional-espiritual que se expressa daquele momento.

Percebe-se então como o conhecimento, a meditação e a postura são importantes para se obter os melhores e mais confiáveis resultados de como desenvolver a intuição.

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